Santana do Paraíso

Santana do Paraíso é um dos quatros municípios que foram a Região Metropolitana do Vale do Aço (RMVA), ocupando uma área de 276,067 km² e uma população estimada de 33 mil habitantes.

A história local remonta ao século XIX, quando expedições a mando de Dom João VI de Portugal tinham como objetivo ocupar a região, o que só foi possível após a catequização dos indígenas locais por Guido Marlière, após 1819. Ele também foi o responsável pela abertura de estradas, que passaram a ser utilizadas por tropeiros. Na Cachoeira do Engenho Velho, próxima ao atual Centro da cidade, estabeleceu-se um ponto de descanso, que mais tarde se tornaria uma fazenda e um centro comercial, ao redor dos quais se formou o povoado conhecido como Taquaraçu, transformado no distrito de Santana do Paraíso em 1892.

O local registrou novos períodos de desenvolvimento sob influência dos complexos industriais do atual Vale do Aço entre as décadas de 40 e 50, sendo escolhido para a construção do Aeroporto de Ipatinga em 1959, que ainda é o único da região. O fácil acesso a Ipatinga, sede da Usiminas, incentivou o desenvolvimento urbano e a formação de um novo núcleo urbano em uma conurbação com a cidade vizinha, paralela à sede original do antigo distrito. Sob o status de cidade dormitório e em face de investimentos recentes na área da indústria em seu território, a emancipação ocorreu em 1992. A manutenção da atividade industrial na região contribuiu para a formação da Região Metropolitana do Vale do Aço, que corresponde a um dos principais polos urbanos do interior do estado.

Além da importância econômica e demográfica, o município também abriga diversas trilhas, matas, lagoas e cachoeiras abertas à visitação. Na cidade, um dos principais marcos é a Igreja Matriz de Santana, mantida pela paróquia local. O grupo de congado, o artesanato e eventos festivos, tais como o aniversário da cidade e as comemorações religiosas da Festa do Divino e do dia de Santa Ana, padroeira municipal, são algumas das principais manifestações culturais.

Santana do Paraíso conta com um conselho municipal de cultura, de caráter deliberativo e paritário e que foi criado em 2006. Também há legislações municipais de proteção ao patrimônio cultural material, ministradas por um setor da prefeitura que atua como órgão gestor da cultura no município.

Artes e folclore

Dentre os espaços culturais, destaca-se a existência de uma biblioteca mantida pelo poder público municipal e estádios ou ginásios poliesportivos, segundo o IBGE em 2005 e 2012. Há existência de equipes artísticas de teatro, dança, coral, folclore e grupos musicais, de acordo com o IBGE em 2012. O artesanato também é uma das formas mais espontâneas da expressão cultural paraisense, sendo que, segundo o IBGE, as principais atividades artesanais desenvolvidas são o bordado e trabalhos com materiais recicláveis. Na zona rural a agricultura familiar se destaca com a produção de linguiça, mel, café, doces, biscoitos, pães, requeijão e biscoito de polvilho, dentre outros alimentos caseiros. Por vezes, a produção artesanal do município é exportada para os municípios vizinhos.

A cidade possui um folclore rico e diversificado. Uma de suas principais manifestações culturais é o Congado de Nossa Senhora do Rosário, um tradicional grupo de marujada que canta marchas em homenagem à Nossa Senhora do Rosário em ocasiões festivas da cidade. Foi fundado por um grupo de agricultores década de 1960 e apesar de ter ameaçado se desestruturar com a morte de Albertino Daniel, um de seus pioneiros, a equipe persistia com cerca de 20 integrantes, segundo informações de 2011. Sob intermédio da Lei de Incentivo à Cultura, a Usiminas, em parceria com a prefeitura, ocasionalmente leva a Santana do Paraíso uma programação diversificada que envolve a realização de oficinas, espetáculos culturais e cinema. Esses eventos ocorrem tanto nas escolas quanto nas principais praças da cidade, abertos para a população em geral.

Os principais atrativos naturais do município são as diversas trilhas, matas, lagoas e cachoeiras existentes na zona rural, alguns equipados com infraestrutura para os frequentadores. Dentre as cachoeiras mais frequentadas estão a do Engenho, de Cima, Bela Vista e da Bitinga. Muitos de seus pequenos rios são propícios à prática de esportes radicais, como aqua-trekking,  e há montanhas utilizadas para escaladas e saltos de voo livre.

Na zona urbana, destacam-se os bens que são tombados como patrimônio cultural pela prefeitura, sendo eles a Igreja Matriz de Santana, que está localizada na Praça da Matriz, no Centro de Santana do Paraíso, e é mantida pela Paróquia Santana; a gameleira da Avenida Minas Gerais, que é um marco situado no acesso à cidade pela MG-232; além do Casarão de Ipaba do Paraíso, que serviu como residência a ferroviários que trabalharam na locação da Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM) pela região e posteriormente também foi utilizado como escola e posto de saúde.

Dentre os principais eventos realizados regularmente em Santana do Paraíso, que configuram-se como importantes atrativos, destacam-se a Festa do Divino, que é realizada com a participação do Congado de Nossa Senhora do Rosário em janeiro; as festividades do aniversário da cidade, que é comemorado em 28 de abril mas tem programação que envolve dias seguidos de exposições, concursos, eventos religiosos, corrida rústica e espetáculos musicais com bandas regionais, além do bolo que simboliza a contagem de anos em metros; e a festa de Santa Ana, padroeira municipal, que ocorre anualmente em julho com barraquinhas com comida, apresentações musicais, celebrações religiosas especiais e o show pirotécnico que atraem milhares de pessoas em algumas edições.


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