Belo Oriente

Praça Nossa Senhora da Piedade, na Sede. Foto: Elaine Cristina

Localizado a 40 Km de Ipatinga, Belo Oriente, que pertence ao colar metropolitano do Vale do Aço se localiza a leste da capital do estado, distando desta cerca de 250 km. O município ocupa uma área de 334,909 km², sendo que 3,2 km² estão em perímetro urbano, e sua população em 2017 era de 26 158 habitantes.

A sede tem uma temperatura média anual de 21,4 °C e na vegetação original do município predomina a Mata Atlântica. Com 84% da população vivendo na zona urbana, a cidade contava, em 2009, com 18 estabelecimentos de saúde. O seu Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) é de 0,686, classificado como médio em relação ao estado.

A exploração da área do atual município teve início no século XIX, com a chegada dos primeiros homens brancos que estavam a explorar o Vale do Rio Doce e mais tarde adquirir terras dos indígenas. Para contê-los e expulsá-los, criaram-se quartéis, dentre os quais o Quartel do Galo, ao redor do qual surgiu um pequeno núcleo que se desenvolveu exclusivamente da agricultura até a década de 1920. A partir do povoado, em 1943 é criado o distrito de Belo Oriente, subordinado a Mesquita, que foi emancipado em 1962 e instalado em 1º de março de 1963. Na década de 1970, é implantada no local a Cenibra, que se configura como uma das maiores produtoras mundiais de celulose branqueada.

Belo Oriente, juntamente com os municípios de Açucena, Antônio Dias, Bugre, Dionísio, Divinolândia de Minas, Coronel Fabriciano, Ipaba, Ipatinga, Marliéria, Santana do Paraíso, São Domingos do Prata e Timóteo, faz parte do quatro de associados do Circuito Turístico Mata Atlântica de Minas Gerais,

 

Os principais marcos da cidade são a Praia do Rio Santo Antônio, que possui importância histórica por ter sido onde foi realizada a primeira missa campal das regiões do povoado do Galo (atual Belo Oriente), Travessão de Cima (Mesquita), Travessão de Baixo (Açucena) e Naknanuk (Naque-Nanuque, em Açucena), pelo padre Leonardo Felix Ferreira em 1860; e a cruz que homenageia a morte de Friedrich Sellow, biólogo e naturalista alemão que veio ao Brasil estudar as tradições indígenas do Vale do Rio Doce e morreu após sua canoa naufragar nas águas do Rio Doce, dando nome também à estação ferroviária do município. Também se destacam lagoas e reservas ambientais, muitas das quais mantidas pela Cenibra.

 

Dentre os eventos, destacam-se as celebrações do aniversário da cidade, que apesar de ser comemorado em 1º de março, tem sua programação estendida por alguns dias com espetáculos musicais e atividades esportivas, de lazer e entretenimento abertas à população; a Festa do Esplanada, realizada no distrito de Perpétuo Socorro em junho; a Festa do Chapéu de Palha, também em junho; a Festa do Senhor Bom Jesus, em celebração ao Jubileu, realizada pela Igreja Católica em setembro; e a Festa de Nossa Senhora do Rosário, realizada em outubro, reunindo comunidades e grupos folclóricos que realizam apresentações teatrais e da Marujada de Belo Oriente.

 


Galeria de imagens

Cachoeira Escura, localizada no Rio Doce, no limite com os municípios de Ipaba e Bugre.

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