Dionísio

O município de Dionísio pertence a região do Médio Piracicaba e também integra o colar metropolitano do Vale do Aço, com a sede localizada a 160 Km de Belo Horizonte. Com uma área total de 343,422 km², sendo que 1,7 km² estão em perímetro urbano, tem uma população de 8,2 mil habitantes.  A área do atual município de Dionísio era ocupada, até meados do século XIX, exclusivamente pelos índios botocudos. Neste período chega à região Dionysio, oriundo de Ouro Preto.

O povoamento do lugar teve início com a descoberta das terras férteis na região, que propiciaram o desenvolvimento da agricultura. Graças ao desenvolvimento, o povoado foi elevado à categoria de distrito em 1882, pertencente ao município de Itabira, passando mais tarde a pertencer a São Domingos do Prata, recebendo a denominação de São Sebastião do Dionísio em 1º de setembro de 1920. Em 1923 volta a chamar-se simplesmente Dionísio, vindo a emancipar-se pela lei estadual nº 336, de 27 de dezembro de 1948 e instalado oficialmente em 1º de janeiro de 1949.  Além da Sede, conta com os distritos de Conceição de Minas (criado em 1962) e de Baixa Verde (elevado a esta condição em 2002).

A sede tem uma temperatura média anual de 21,3 °C e na vegetação do município predomina a Mata Atlântica. Com 82% da população vivendo na zona urbana, a cidade contava, em 2009, com quatro estabelecimentos de saúde. O seu Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) é de 0,702, considerando como alto em relação ao estado.

O principal atrativo localizado no município é o Parque Estadual do Rio Doce, criado em 1944, sendo hoje a maior floresta tropical de Minas e um dos principais remanescentes de Mata Atlântica nativa existentes no Brasil. Algumas de suas 50 lagoas situam-se em Dionísio e são propícias a banhos, contando ainda com centros de educação ambiental, pesquisas, instrução e treinamento e um núcleo de turismo ecológico.

Na fauna destacam-se o chauá, jacuguaçu, saíra, anumará, capivara, anta, macaco-prego, sauá, paca e a cotia, assim como espécies ameaçadas de extinção, a exemplo da onça pintada, macuco e muriqui-do-sul, além de peixes como bagre, cará, lambari, cumbaca, manjuba, piabinha, traíra e tucunaré. Na flora também é possível encontrar espécies raras nativas do domínio da Mata Atlântica, tais como o jequitibá, a garapa, o vinhático, a sapucaia, o jacarandá-da-bahia e a canela-sassafrás.

Dionísio conta com um conselho de preservação do patrimônio, criado em 2001 e de caráter consultivo, deliberativo, normativo e fiscalizador, e legislação municipal de proteção ao patrimônio cultural. Dentre os espaços culturais, destaca-se a existência uma biblioteca mantida pelo poder público municipal, dois estádios ou ginásios poliesportivos e centro cultural, segundo o IBGE em 2005 e 2012. Também há existência de grupos de dança e música, coral, bandas e presença de instituições com foco ao desenho e pintura, artes plásticas e visuais e artesanato, de acordo com o IBGE em 2012.

O artesanato é uma das formas mais espontâneas da expressão cultural dionisiana, sendo que, segundo o IBGE, as principais atividades artesanais desenvolvidas em Dionísio são o bordado, trabalhos com couro e construção de produtos envolvendo materiais recicláveis. A prefeitura também mantém uma escola de música com cerca de 80 alunos, em conjunto com a banda municipal, que contém 40 figurantes e atua em apresentações culturais tanto da cidade quanto de cidades vizinhas. Os principais eventos do município são a Festa de São Sebastião, realizada anualmente em janeiro; a Festa do Dia do Trabalhador, em 1º de maio; e a Festa de Nossa Senhora do Rosário, em outubro. No perímetro urbano há a Capela de Santo Antônio, tombada como patrimônio histórico municipal e a Igreja Matriz.

 


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RIBEIRÃO MOMBAÇA NA BAIXADA DO BARREIRO
FOTO:JOSÉ ROSÁRIORIBEIRÃO MOMBAÇA NA BAIXADA DO BARREIRO
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